domingo, 12 de setembro de 2010

Surgiu depois de um reflexão!!! lutar e consquistar?

LUTAMOS TANTO QUE NÃO SABEMOS AONDE CHEGAR COM OS NOSSOS OBJETIVOS
O importante e Lutar, o que nos corresponde!!!!!
O resto Deus dará
Sóstenes Aroeira

domingo, 25 de julho de 2010

SELECIONADOS NO PALLE - ESPANHOL

CACS - CENTRO ACADÊMICO DE CIÊNCIAS SPCOAIS - SELECIONADOS NO PALLE - ESPANHOL










ESTUDANTE



CURSO/SEMESTRE











RAPHAEL SANDE DOS SANTOS

CIÊNICAS SOCIAIS 1º SEMESTRE
EVANY CONCEIÇÃO DOS SANTOS

MUSEOLOGIA 2° SEMESTRE
LUIZ ANTONIO ARAÚJO GIRARDI

MUSEOLOGIA 1º SEMESTRE
CRISTINA SÉRGIO DA CONCEIÇÃO

SERVIÇO SOCIAL 2° SEMESTRE
PAULO DIAS CONCEIÇÃO


MUSEOLOGIA 1º SEMESTRE
ZELIVALDO FALCÃO LEITE


CIÊNCIAS SOCIAIS 4° SEMESTRE
JAILSON DOS SANTOS BONFIM

SELECIONADOS PALLE - FRANCÊS

CACS - CENTRO ACADÊMICO DE CIÊNCIAS SOCIAIS SELECIONADOS PALLE - FRANCÊS











ESTUDANTE



CURSO/SEMESTRE











ELÓDIA ROSÁRIO DE O. GRAMACHO

CIÊNCIAS SOCIAIS 1º SEMESTRE
MAÍRA CAROLINA CARBONIERI

CIÊNCIAS SOCIAIS 2° SEMESTRE
IOLITA MARIA COSTA DOS SANTOS

CIÊNCIAS SOCIAIS 2° SEMESTRE
CAMILLO CÉSAR ALVARENGA

CIÊNCIAS SOCIAIS 1º SEMESTRE
ROSENE DE JESUS MOURA


CIÊNCIAS SOCIAIS 4º SEMESTRE
ELDER FABIANO DA SILVA


CIÊNCIAS SOCIAIS 4º SEMESTRE
GERINALDO DA SILVA LIMA


CIÊNCIAS SOCIAIS 4º SEMESTRE
JANA CAMBUÍ ALVES LIMA

RESULTADO DA SELEÇÃO DO CURSO DE LINGUA ESTRANGEIRA

CACS- CENTRO ACADÊMICO DE CIÊNCIAS SOCIAIS - SELECIONADOS PALLE - INGLÊS










ESTUDANTE



CURSO/SEMESTRE

WELLINGTON PEREIRA SANTOS

CIÊNCIAS SOCIAIS 4° SEMESTRE
ALDEMIR RILDON CARNEIRO


CIÊNCIAS SOCIAIS 4° SEMESTRE
JAMILLE OLIVEIRA DOS SANTOS

CIÊNCIAS SOCIAIS 4° SEMESTRE
MARIA DAS CANDEIAS DOS SANTOS

CIÊNCIAS SOCIAIS 4° SEMESTRE
SAMYR FERREIRA DOS SANTOS


segunda-feira, 4 de maio de 2009

O preço do trabalho infantil na feira

Numa visita até uma feira é possível enxergar a variedade de expressões do trabalho infantil ainda bastante comum na Bahia
Por: Sóstenes Aroeira da Luz

Eu estava em casa, quando o telefone toca. É Ana Rita do Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil (Fetipa). Ela disse: ”Sóstenes, conheci uma auditora-fiscal da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), senhora Maria Del Carmen. Você topa fazer um monitoramento na feirinha da Estação Nova, em conjunto com a auditora-fiscal do trabalho da DRT?” Eu disse: “beleza Rita, pode contar comigo! Vamos fazer”. No dia seguinte, no domingo pela manhã (22/03/09), chegamos à feira. Haviam muitas crianças e adolescentes trabalhando nas barracas, nos carros de mão, catando lixo e vendendo objetos.

Encontramos Maria Del Carmen e fomos fazer a fiscalização na feira. Diagnosticamos 30 crianças e adolescentes trabalhando, perguntamos a cada uma o nome a escola em que estudam, série e nome de pai, mãe e endereço onde moram. Visitamos 30 barracas das cerca de 300 existentes na feira. Se tivéssemos pesquisado todas as barracas, possivelmente iríamos encontrar um número maior que 70 crianças e adolescentes, exercendo alguma atividade de trabalho.

A partir desse acompanhamento foi feito um relatório pela Auditora Del Carmen, especificando a realidade das crianças monitoradas no local, que foi entregue á Promotora da Vara da Infância e Adolescência Dra. Deusuíte. Apresento abaixo algumas dessas informações que foram observadas por nós e estão descritas no relatório.

Na feira visualizamos três tipos de atividades mais recorrentes: os guardadores de carros, que ficam na Av. João Durval, em frente do Galpão da Feira; os carregadores de compras, que levam as compras até a residência dos freqüentadores da feira, utilizando um carrinho de mão. Nesta atividade entrevistamos apenas uma parte das crianças, mas todos os meninos mais jovens encontrados tinham entre 10 e 11 anos. Durante as entrevistas alguns fatos curiosos: enquanto conversávamos com a criança ela carregava compras no carro de mão, sem interromper o seu trabalho. O adulto que pagava pelo serviço, não deixava o menino falar ou aguardava a entrevista junto.

E há também os que são vendedores, que atendem ao público nas bancas, mas muitos andam carregando frutas e hortaliças em bacias ou artesanato, oferecendo às pessoas que circulam pela feira. Ficou evidente o peso que carregavam os produtos, esforçando o corpo, representando futuras seqüelas musculares, o que pudemos observa durante a pesquisa em campo.

Além do trabalho pesado, nas três atividades as crianças estão expostas há vários riscos como atropelo, temperatura altas, poluição sonora, produtos químicos, radiação solar, precariedade dos instrumentos de trabalho, lesões musculares e distúrbios. Esses riscos foram relatados no relatório de fiscalização
Realizando a entrevista achávamos que íamos encontrar crianças só do Município de Feira de Santana. Porém, constatamos que existem crianças de outras cidades como São Gonçalo dos Campos, Conceição do Jacuípe e Coração de Maria. Alguns declararam trabalhar na roça e apresentavam características musculares de crianças mais velhas, acima da normalidade.

O relatório de fiscalização com os nomes das crianças e adolescentes não pode ser divulgado pelo fato de estar em processo de investigação sobre responsabilidade da DRT e Ministério Público. Espero que as crianças sejam retiradas da feira e sejam incluídas em programas sociais, possibilitando a Erradicação do Trabalho Infantil. O Conselho Tutelar deveria estar atuando nesta área, fiscalizando e usando meios de intervenção contra o trabalho infantil naquela localidade. Mas não encontramos nenhum conselheiro durante o monitoramento.

Conhecida como Estação Nova é uma das maiores feiras do Município de Feira de Santana. É nela que está a marca da cidade. A cidade nasceu através de feirinhas, que depois se tornaram vilas e posteriormente se transformaram no Município. Neste contexto, sabemos que, em anos anteriores, os direitos das crianças e adolescentes não eram garantidos, eles eram vistos como pequenos adultos e tinham a mesma responsabilidade de qualquer pessoa. Então, era normal ver meninos e meninas trabalhando nas feiras e em outros lugares precários.

Herança histórica - Pela história de povoamento desse local, é possível que essas crianças, em sua maioria negras, sejam oriundas de antigos escravos, que trabalharam nas antigas estações de trem, de onde surgiram as feiras-livres em seu entorno. Percebo que em pleno século 21 isso não mudou muito e a exclusão social continua. Por outro lado, não podemos esquecer as conquistas alcançadas com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e dos projetos criados de assistência à essas crianças e adolescentes descendentes dos negros e escravos da época da colonização. Precisamos admitir que já houve um avanço , mas ainda estamos distantes de mudar essa realidade.

Às vezes eu fico me perguntando: por que tantas crianças na rua? O que eu posso fazer para mudar essa realidade? Será que realmente posso? Depois de tantas pesquisas e experiências percebi que a resposta estava na minha frente: tenho que ser um cidadão ativo e não passivo, por exemplo, quando vejo uma situação de exploração de menores, tenho que denunciar. Acredito que esse deve ser o papel de todo cidadão: exigir seus diretos e denunciar os problemas que afligem a sociedade.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Ministério Público Estadual (MPE) convocou os diretores da Aratu (Nei Bandeira) e Itapoan (Paulo Dropa) para assinar um Termo de Conduta contra a banalização da violência na TV baiana. As duas emissoras passaram a exibir cenas de violência - inclusive com drogas, corpos e execuções sumárias - durante horários considerados impróprios por vários segmentos sociais. A reunião vai acontecer nesta sexta-feira (13), na sede do MPE, em Nazaré.
Bahia Notícias.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ECA, 18 anos, Maioridade sem Maturidade

É possível comemorar um aniversário diante de tantos desafios a serem superados

Sabe-se que o ECA - Estatuto da Criança e Adolescente completa 18 anos. Isso se deve aos movimentos que lutam pelos Direitos da Criança e do Adolescente e que lutaram para que essa lei surgisse. O objetivo do estatuto é garantir que toda criança e adolescente tenha direitos e acesso de qualidade à educação, saúde, moradia, participação, lazer etc. Diante disso, necessitamos avaliar a eficácia da efetivação na teoria e na prática do ECA ao longo desses 18 anos do ECA. Bem como, perceber que tipo de exemplo ele representa para outros países.

As crianças e adolescentes do Sem-Árido brasileiro possuem os piores IDH - Índice de Desenvolvimento Humano do país em relação à qualidade de vida. Contribuem para esse quadro fatores como a irregularidades das chuvas e insuficiência de políticas que garantam os direitos fundamentais. A realidade é que muitos desses direito são negligenciados ou negados.
Por outro lado, precisamos ressaltar os avanços positivos na implantação dos conselhos de direitos e tutelares, planos de erradicação do trabalho infantil e de enfretamento da violência sexual. Essas mesmas crianças e adolescentes do Sem-Árido conseguiram ter uma melhor proteção e amparo legal.

Nesse sentido, temos o FETIPA - Fórum Erradicação do Trabalho Infantil da cidade de Feira de Santana, localizado no Sem-árido baiano, com objetivo de proporcionar discussão e fiscalização sobre a efetivação dos DCA. Do Fórum fazem parte: o Poder Público e a Sociedade Civil, representados pelo Ministério Público, Secretarias Municipais, Associações Comunitárias, Universidades e outros. Juntos promovem pesquisas, oficinas e projetos destinados para Erradicação do Trabalho Infantil.

Nesse espaço está presente o Núcleo Feira de Santana, Rede Sou de Atitude, que participa e percebe os desafios do FETI. Por exemplo, a dificuldade de conscientizar a sociedade civil e a mídia para as questões dos DCA .
Luta - O núcleo da RSA e alguns movimentos que trabalham em prol dos direitos das crianças e adolescentes estão passando por um momento de luta contra a iniciativa do Prefeito José Ronaldo de Carvalho e da Câmara Municipal de Vereadores da Cidade de Feira de Santana, que entregou o imóvel do Palácio do Menor, a título de iniciativa privada (sem consultar a sociedade civil). Esse imóvel é considerado patrimônio da comunidade pelo seu valor histórico e vinha sendo usado como abrigo para as crianças e adolescentes em situação de risco social. No local, são realizados vários projetos educativos. A RSA entrou em conjunto com alguns movimentos que aderiram à causa e está fazendo um abaixo-assinado pela revogação do projeto de lei 2848/2007.
Enfim, percebo que temos que comemorar os 18 anos de história de conquistas na luta dos direitos das crianças e adolescentes. Porém, precisamos lutar para que esses direitos sejam garantidos e efetivados com qualidade. Só assim, conseguiremos acabar com a desigualdade social, que atinge milhões de crianças e adolescentes que vivem no sem-árido.